comércio & investimentos

BALANÇA COMERCIAL 2008

A balança comercial Brasil-Gana de 2008 consolidou as principais tendências que sempre a caracterizaram: lenta desconcentração da pauta e inclusão de produtos de maior valor agregado. Fato novo é o rápido crescimento das exportações ganenses para nosso país, as quais aumentaram em 267%, gracas sobretudo às vendas de cacau inteiro (91,28% do total exportado) e de pasta de cacau (8,10%). O saldo a favor do Brasil, um dos maiores obtidos na África, contudo, não chegou a ser mormente afetado e até aumentou em relação a 2007, chegando a cerca de US$ 334 milhões.

2. Como era de se prever, açúcar e gasolina continuam hegemônicos entre nossas exportações, apesar de os embarques desta última terem diminuído em 29,40%, em termos de valor, e em quase a metade, em matéria de volume. Assim, açúcar e gasolina, juntos, perfazem mais de 57% da pauta, cifra bem inferior aos 75% de poucos anos atrás. Os embarques de açúcar, ao contrário dos de combustíveis, de resto, aumentaram 33,50% e totalizaram mais de US$145 milhões.

3. Quanto à segunda tendência, a da sofisticação da pauta, vale observar que os dois itens que mais cresceram apresentam alto valor agregado. Trata-se de fios-máquina de ferro/aço e de bulldozers e “angledozers” de lagartas. O primeiro aumentou em 296,95% suas vendas para Gana e é hoje o quarto artigo mais vendido, após os citados açúcar e gasolina e frango em pedaços, com US$ 16,228,929 apurados em 2008. O outro item, bulldozers de lagartas, cresceu 295,63% e vendeu US$ 1,689 milhão.

4. Por último, cumpre assinalar que, apesar de toda a crise financeira global, que afeta sobremaneira este país, as exportações do Brasil para Gana aumentaram, em 2008, 7,32% em relação ao ano anterior.

Date, 14th January, 2009.

O Brasil é um dos 30 maiores exportadores do mundo. Vende produtos diversificados nos mais diferentes mercados, dentre os quais os principais são os Estados Unidos e a União Européia, que, juntos, compram 50% das exportações brasileiras. O Brasil, entretanto, tem intensificado suas relações comerciais com a América do Sul, a África, a Ásia e o Oriente Médio.

Os produtos manufaturados representam 55 % das exportações brasileiras, dentre os quais sobressaem aviões, automóveis, motores, peças de reposição, aparelhos trasmissores e receptores e outros.

Embora as máterias- primas representem apenas 28% das exportações do país, algumas ocupam lugar de destaque na classificação dos principais produtos exportados pelo Brasil, tais como o minério de ferro, a soja, o café, e o suco de laranja.

Ao reestruturar o Estado, o Brasil optou por uma abertura maior de sua economia, encorajou a competitividade e favoreceu a estabilidade monetária. A necessidade de conquistar mercados internacionais estimulou a instalação de empresas brasileiras no exterior. Atualmente, mais de 350 grupos empresariais brasileiros operam com eficiência no exterior, para um montante anual de negocios da ordem de 900 milhões de dólares.

O comércio entre Brasil e Gana: dados e fatos.

Potenciais importadores de Gana, bem como clientes de companhias brasileiras, poderão registrar sua firma, sem custos, no seguinte endereço: www.braziltradenet.com, disponível em inglês, espanhol e português. Poderão fazê-lo também através do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do brasil em Gana. Após o registro, receberão uma senha, com a qual será possível acessar dados atuais sobre comércio e negócios com o Brasil e seus parceiros comerciais.

Mais informações sobre o BrazilTradeNet, o portal de comércio exterior do Ministério das Relações Exteriores.

As empresas registradas até o momento são as seguintes:

  • ADS Ltd.
  • Air Ghana Ltd
  • Akataboa Ebterprise Ltd
  • Askia Supplies & Services Ltd.
  • DODD TEE TRADING CO. LTD
  • EPISTLE CONSORTIUM LTD
  • Europa Import & Export
  • F.O.N. Ltd.
  • fen wey enterprise
  • Frabeg Imports Ltd.
  • great african sports marketing company
  • IYG Ventures Ltd.
  • Jei River Farms Ltd.
  • Kwatsons Impex
  • M & K (Ghana) Ltd.
  • Moon Traders Ltd.
  • N & S Imports
  • Nana Afram & Sons Ltd.
  • Neoplan (Ghana) Ltd
  • Nordic Motors
  • Odaymat Brothers Limited
  • Packrite Cartons & Packaging
  • Papion
  • Pee-Tay & Co. Ltd.
  • Prefos Ltd.
  • ProVision Consultant Ltd
  • Rainbow Trading Co., Ltd.
  • Ransaddo Enterprise
  • SPEARSON LIMITED
  • TATLOCK LIMITED
  • Tomorrow’s World Ltd.
  • Unimech Machinery & Equipment Co. Ltd
  • Vishals Co. Ltd.
  • Woodland Mechanical Company Ltd

INVESTIMENTOS

O Brasil é um dos mais importantes mercados emergentes do mundo, o mais destacado da America latina. Possui industria de base desenvolvida, setor exportador cada vez mais eficiente e sistema financeiro sofisticado.

Com população estimada em 187 milhoes de habitantes, dimensão continental e abundantes reservas de matéria-prima, o Brasil demonstrou sua capacidade de absorção de investimentos vultosos em todos os setores da economia. Entre os países em desenvolvimento, ele ocupa o quarto lugar em matéria de captação de investimentos estrangeiros diretos. Esta posicão é o fruto do dinamismo da sociedade brasileira, do potencial de seu mercado interno, da estabilidade política, da maturidade econômica. E ó resultado de uma política em que os capitais nacionais e estrangeiros beneficiam-se do mesmo tratamento. A lei brasileira não impoe limites no que concerne à remessa de lucros e dividendos para o exterior.

Na economia brasileira, a presença do capital estrangeiro sempre foi muito significativa e diversificada, tanto para os países investidores quanto para os setores beneficiados. A participação das empresas estrangeiras desempenha uma função ativa no crescimento e modernização do vasto e abrangente parque industrial brasileiro.

Os maiores investidores estrangeiros no Brasil são Estados Unidos, Espanha, Holanda, Franca, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Suiça e Japao.

COMERCIO BILATERAL BRASIL-GANA

Dentre todos os 53 países da África, Gana tem sido, nos últimos anos, um dos maiores importadores de produtos do Brasil. Assim, em 2006, Gana foi o setimo maior comprador de produtos brasileiros e em janeiro de 2007 passou para o quinto lugar, atrás apenas de Nigéria, RAS, Angola e Egito.

Os produtos brasileiros mais vendidos são a gasolina e o açucar que, juntos, detêm a fatia de 73,44 % . Os outros 26,56% correspondem a vendas de carnes desossadas, polietileno, automoveis, frangos, caminhões, etc.

ASPECTOS POSITIVOS DA ECONOMIA BRASILEIRA 2007/8

Com um PIB que cresce acima da inflação, a economia brasileira vive seu melhor momento e ganha projeção no cenário internacional.

PIB em alta, inflação sob controle, reservas internacionais superiores à dívida externa, recorde nas exportações, empresas com fábricas no exterior, geração de empregos, mercado interno fortalecido e redução das desigualdades sociais. Com o melhor cenário dos últimos 30 anos, a economia brasileira mostra vigor crescente. O País, cujos problemas eram tão grandes quanto as suas riquezas, retomou a rota do desenvolvimento e chegou, finalmente, ao futuro.

O marco mais recente dessa mudança foi a anúncio de que a economia cresceu 5,6% em 2007, com um PIB da ordem de R$2,6 trilhões, acima das previsões do governo e dos analistas, mantendo uma tendência que se repete há 21 trimestres consecutivos. Foi a primeira vez, em décadas, que o crescimento do PIB foi superior à inflação.

Com uma taxa média de expansão de 4,5% nos últimos quatro anos, o País deixou para trás o mito de que era impossível manter um ritmo de crescimento acelerado sem gerar inflação. O crescimento do produto agregado foi maior do que o que a maioria dos agentes econômicos previu. Outro fator importante, quando se olha do lado da oferta, foi a razoável homogeneidade de contribuição dos diversos componentes do PIB: indústria (4,9%) , agricultura (5,3%) e serviços (4,7%).

Antes notícia por suas crônicas crises e pelos impactos que sofria diante das oscilações da economia mundial, o Brasil passou a despertar o interesse dos economistas internacionais, a atenção da mídia e a confiança dos investidores. Uma pesquisa realizada recentemente pela revista ‘Exame’, com 136 presidentes de empresas de capital estrangeiro, revelou uma importante mudança na percepção sobre os rumos do País. Quase 90% dos entrevistados confirmaram que aumentaram seus investimentos e 76% têm projetos para expandir suas operações nos próximos cinco anos.

Os investimentos são um dos principais fatores que dão sustentação e consistência ao PIB. Em 2007, tiveram aumento de 13,4%, melhor resultado desde 1996, quando a formação bruta de capital fixo começou a ser medida.

Credor externo

O crescimento das reservas em 2007 foi superior ao resultado de outros BRICS – Brasil, Rússia, Índia e China. O País tornou-se credor externo líquido no início de 2008 e, segundo ranking elaborado pelo Deutsche Bank, apresenta menos vulnerabilidade em relação às crises externas do que países como Espanha, Canadá e Índia. O Brasil hoje possui um colchão de mais de US$200 bilhões em reservas internacionais, fruto, prnicipalmente, do extraordinário desempenho das exportações brasileiras nos últimos anos.

Além da ampliação das reservas internacionais, as exportações – que totalizaram US$ 161 bilhões em 2007, com uma pauta etremamente diversificada, de produtos primários a aviões e softwares – foram de fundamental importância para a redução da vulnerabilidade externa. Um dos líderes mundiais do agronegócio, o país é o primero nas exportações de etanol, de açúcar, de café e de suco de laranja. Mas os manufaturados já representam 52,3% das exportações e a meta é ampliar cada vez mais sua participação.

Novos parceiros

Nos últimos cinco anos, o comércio com a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) passou de 16,4% para 22,7% das exportações totais do Brasil, enquanto a faita da China subiu de 4,2% para 6,7%. A diversificação dos parceiros comerciais, uma das prioridades do governo atual, tem sido estratégica no esforço de dar impulso às exportações.

Em 2007, as importações passam a crescer a taxas mais elevadas, atingindo US$ 121 bilhões e estima-se que esse volume aumente ainda mais, para dar suporte ao crescimento acelerado e, ao mesmos tempo, ajudar no controle de preços. De todo modo, a projeção para os próximos anos é continuar a manter saldo comercial robusto.

Para tanto, um dos instrumentos deverá ser uma nova política industrial. Estão previstos, entre outras medidas, incentivos à aquisição de máquinas e equipamentos , ampliação dos financiamentos às micro, pequenas e médias empresas e eliminação de entraves burocráticos para garantir ganhos de competividade e de escala às empresas brasileiras e agregar valor às exportações.

Depois da conquista da auto-suficiência em petróleo, ocorrida em 2006, novas reservas prospectadas pela Petrobras abrem um panorama bastante positivo. Os campos de Tupi, o maior já descoberto, e de Júpiter, ambos na Bacia de Santos, reduzirão a dependência em relação ao gás importado.

Aumento da renda

O sistema de metas de inflação completa dez anos em 2008. Pelo quarto ano consecutivo, a meta deverá ser cumprida. Em 2007, caso fossem retirados os efeitos sazonais dos aumentos de feijão e do leite, a inflação ficaria em 3,9%. Alguns produtos, como TV, som e informática, apresentaram variações negativas causadas pelo aumento das importações, demonstrando que a inflação se mantém sob controle.

Foram criados mais de 5,6 milhões de empregos no mercado formal entre 2004 e 2007. Esse ritmo se manteve no primeiro bimestre de 2008, com a criação de 347,9 mil empregos, um recorde para o período. Com a abertura de novos postos de trabalho, a taxa de desemprego encontra-se no menor patamar de série histórica. Essa tendência, somada à elevação da renda – o salário mínimo subiu de US$76,7 em março de 2002 para US$ 243 em março de 2008 -, e a extensão de mecanismos de proteção social à população estão criando um mercado de massa, reforçado, ainda, por um vigoroso aumento da oferta de crédito.

Entre 2002 e 2007, um grande contingente da população – cerca de 20 milhões de pessoas – migrou das faixas D e E, de menor poder aquisitivo, para a classe C. Entre junho de 2006 e novembro de 2007, o total chegou a 14 milhões. A classe C já é a mais numerosa da população brasileira, com 86,2 milhões de pessoas, como mostra estudo que acaba de ser concluído por dois institutos de pesquisa.

Fonte: Ministério da Fazenda, abril de 2008